700 toneladas de remédios são incineradas
Setor 21/02/2016

700 toneladas de remédios são incineradas

O Globo
Em meio à crise da saúde pública no Estado do Rio, 700 toneladas de medicamentos e material hospitalar foram incineradas entre junho de 2014 e março do ano passado, segundo reportagem publicada pela revista “Veja”. De acordo com sindicância da própria Secretaria estadual de Saúde, os itens estavam com o prazo de validade vencido.
A descoberta do desperdício de recursos é resultado da corregedoria criada pelo então secretário de Saúde Felipe Peixoto. Entre os itens, estavam fraldas geriátricas, ataduras, rolos de papel para forrar maca, caixas de luvas descartáveis, próteses e muitos remédios vencidos. Todo o material estava armazenado na Central Geral de Abastecimento (CGA), no Barreto, em Niterói, administrada pelo consórcio Log Rio.
O material foi incinerado na Haztec, na Baixada Fluminense, empresa especializada em descartes. Os próprios funcionários ouvidos na sindicância teriam manifestado surpresa com o desperdício.
Em janeiro deste ano, O GLOBO já havia mostrado que, numa fiscalização do Ministério Público na CGA, foram encontradas 7.510 próteses importadas, além de equipamentos ortopédicos e vasculares, com validade vencida.
Em nota, a Secretaria estadual de Saúde disse que o atual secretário, Luiz Antônio Teixeira Jr., não recebeu qualquer relatório da antiga equipe da corregedoria nem foi informado sobre o envio de documentos sobre esse caso ao Ministério Público:
“Cabe ressaltar que a atuação da antiga equipe da Corregedoria não impediu que houvesse o vencimento de materiais — as incinerações compreenderam produtos vencidos desde 2009 e ao longo do ano de 2015."

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