Brasileiro é nomeado para painel da ONU que busca ampliar saúde aos mais pobres
Setor 20/11/2015

Brasileiro é nomeado para painel da ONU que busca ampliar saúde aos mais pobres

O painel buscará incentivar novas formas de tratamento que beneficiem, principalmente, as populações mais pobres através do desenvolvimento de vacinas, remédios, diagnósticos e outras inovações que atendam a este público.
Atualmente, estas pesquisas são guiadas pelo aspecto financeiro, excluindo soluções que atendam as comunidades mais vulneráveis e marginalizadas. No entanto, a crise do ebola, que deixa mais de 11 mil mortos e um estado de emergência mundial, serviu como um claro exemplo da necessidade de mudar essa perspectiva.
O brasileiro Jorge Bermudez é um dos 15 membros do painel, composto por especialistas com profundo conhecimento na área de saúde. O grupo oferecerá um panorama sobre uma ampla gama de temas relacionados à saúde pública, comércio, direitos humanos e questões legais associadas ao acesso ao tratamento. O grupo será copresidido pela ex-presidente da Suíça, Ruth Dreifuss, e o ex-presidente de Botsuana, Festus Mogae.
Bermuzes é vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Anteriormente, ele atuou como diretor executivo do UNITAID, agência internacional que busca ampliar o tratamento, prevenção e diagnóstico do HIV, tuberculose e malária, de 2007 a 2011 em Genebra.
Entre 2004 e 2007, ele assumiu a chefia da unidade para medicamentos, vacinas e tecnologia da saúde para a região das Américas na Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em Washington D.C. Ele também desempenhou um papel importante nos esforços do Brasil para a produção de remédios antirretrovirais. Bermudez tem uma extensa bibliografia publicada sobre assuntos relacionados à saúde, políticas farmacêuticas, acesso a remédios e propriedade intelectual.
A primeira reunião do painel acontecerá em dezembro de 2015, quando começará também um período de consulta com vários atores implicados neste âmbito. As recomendações serão apresentadas ao secretário-geral em junho de 2016.

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