Ensino e pesquisa no mesmo lugar
Setor 07/06/2013

Ensino e pesquisa no mesmo lugar

Valor Econômico
Jornalista: Ana Luiza Mahlmeister
O Icesp – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octávio Frias de Oliveira já nasceu como hospital de referência do SUS no segmento de alta complexidade. Inaugurado em maio de 2008, é um dos maiores hospitais especializados em tratamento de câncer da América Latina, fruto do investimento de R$ 270 milhões em obras e equipamentos. O instituto faz mais de 40 mil atendimentos por mês em 34 especialidades.
“Trabalhamos com três pilares: alto nível técnico do corpo clínico a partir de programas de treinamento, o atendimento humanizado e a presença da pesquisa em todos os níveis”, afirma Paulo Hoff, professor de oncologia da Universidade de São Paulo e diretor geral do Icesp. O instituto é uma Organização Social de Saúde criada pelo Governo do Estado em parceria com a Fundação Faculdade de Medicina da USP.
A estrutura física, nível de atendimento e qualidade da gestão tornaram o Icesp referência em sua área. “Nos beneficiamos da integração com o Hospital das Clínicas e a USP que está entre as 50 melhores universidades de ensino médico do mundo”, destaca. O orçamento do hospital gira em torno de R$ 400 milhões anuais divididos entre a Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo e Ministério da Saúde.
Nos últimos cinco anos, foram realizadas mais de 24 mil cirurgias, 595 mil consultas médicas, 140 mil sessões de radioterapia e 189 mil sessões de quimioterapia. No total, foram cerca de 1,8 milhão de procedimentos médicos. “Além dos 40 mil pacientes em atendimento ou acompanhamento, recebemos em torno de 900 novos casos por mês”, diz Hoff.
Para dar conta dessa demanda o instituto conta com o maior parque radioterápico do país para avaliação e tratamento do câncer com 7 tomógrafos, 4 equipamentos de ressonância nuclear, 6 aparelhos de radioterapia, sendo um com capacidade de radiocirurgia extracranial, disponível em poucos hospitais de mundo, e o PET/CT que une recursos de diagnóstico de medicina nuclear e radiologia. “São 28 andares com os mais variados recursos e 400 médicos”, aponta Hoff.
Segundo o diretor geral, ser parte da USP é fundamental para manter esse nível de excelência. “Temos mais de 200 protocolos de pesquisa em andamento, entre elas 130 originárias do instituto”, destaca Hoff. O Centro de Investigação Translacional, uma espécie de superlaboratório, funciona com vinte grupos atuantes em pesquisa básica e aplicada em oncologia, onde são investigados novos medicamentos e tratamento. O Icesp também inovou ao associar-se ao Incor para formar um grupo especializado em cardio-oncologia. Pela primeira vez a abordagem do paciente de câncer se ocupou também com a prevenção, diagnóstico e tratamento de complicações cardiovasculares.

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