Interfarma defende criação de cenário favorável à inovação em biológicos
Interfarma 18/06/2015

Interfarma defende criação de cenário favorável à inovação em biológicos

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente-executivo da Interfarma, Antônio Britto, aponta a necessidade de integração dos centros de estudos nacionais às redes mundiais de pesquisa para favorecer a inovação na área de medicamentos biológicos. Veja a matéria completa.
País pode economizar R$ 5 bi ao ano
Folha de S.Paulo
O governo federal pretende economizar R$ 5,3 bilhões por ano com a produção local de sete medicamentos biológicos cuja tecnologia está sendo transferida ao país.
Hoje, eles consomem R$ 2,8 bilhões dos R$ 12,7 bilhões do orçamento do SUS (Sistema Único de Saúde) destinado à compra de remédios, segundo o Ministério da Saúde.
A estimativa do valor a ser economizado leva em conta um aumento do uso desses medicamentos, diz Jarbas Barboza, secretário de ciência tecnologia e insumos estratégicos do Ministério da Saúde. A expectativa é de que ele seja alcançado em dez anos.
A transferência de tecnologia é feita por meio das PDPs (Parcerias de Desenvolvimento Produtivo). Nelas, uma multinacional que domina a manufatura de um medicamento com patente a vencer transfere essa tecnologia a um laboratório brasileiro privado, associado a um público.
O governo se compromete a comprar esses medicamentos das empresas inseridas no programa, assim que a sua produção começar. Já foram firmadas 18 parcerias.
Apesar de o programa significar o início da indústria de biológicos no Brasil, o atraso do país no setor preocupa. "Mesmo após o desenvolvimento dos genéricos, importamos 86% dos princípios ativos usados nos medicamentos para serem embalados aqui", afirma Antonio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).
Segundo sua avaliação, a Anvisa definiu uma boa regulamentação do setor de biológicos, o que garante segurança e possibilidade de inovar. Porém falta uma maior integração dos centros de estudo nacionais às redes mundiais de pesquisa.

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