Interfarma e entidades do setor farmacêutico se posicionam sobre extinção do Farmácia Popular

Interfarma e entidades do setor farmacêutico se posicionam sobre extinção do Farmácia Popular

Interfarma e mais 4 entidades representativas da Indústria Farmacêutica elaboraram um ofício sobre a possível intenção do Governo Federal de encerrar o Programa Farmácia Popular, veiculada na última semana pela imprensa, para acomodar o orçamento do projeto Renda Brasil. O documento assinado pela InterfarmaAlanacGrupo Farma BrasilSindusfarma e PróGenéricos é endereçado para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e para o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, além de secretários dos dois ministérios citados e do de Justiça e Segurança Pública. 

“Não se discute o mérito do Renda Brasil, que, sem qualquer dúvida, é necessário para que nosso país saia da crise em andamento. Mas dar fim ao Programa Farmácia Popular, que é importante instrumento de acesso a medicamentos para os brasileiros, especialmente os de menor renda, é um erro que certamente irá onerar, ainda mais, o Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmam as entidades no ofício. 

O programa Farmácia Popular, lançado em 2004 e que está disponível em 28 mil farmácias, é responsável pelo fornecimento gratuito de medicamentos essenciais para doenças crônicas, como hipertensão (pressão alta), diabetes e asma, e descontos de até 90% para medicamentos indicados para dislipidemia (colesterol alto), rinite, Parkinson, osteoporose e glaucoma, entre outros benefícios. Segundo a pesquisa Vigitel 2019 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, 24,5% da população das capitais brasileiras e do DF sofrem de hipertensão arterial e 7,4% de diabetes. As duas enfermidades e a asma são consideradas fatores de risco para o desenvolvimento de quadros mais graves do novo coronavírus. 

Para as entidades, a distribuição dos medicamentos para essas doenças crônicas garante que grande parcela dos brasileiros siga corretamente seus tratamentos, o que melhora o prognóstico desses pacientes e evita a saturação do SUS e intervenções de maior complexidade. “Nesse sentido, é essencial também para reduzir os gastos da União com a saúde pública. É mais econômico tratar e manter estável um paciente com diabetes ou pressão alta, por exemplo, ofertando-lhe a medicação adequada, no tempo correto, do que permitir o agravamento do quadro, que poderá resultar em internações de alto custo para o sistema”, apontam as cinco entidades signatárias do ofício. 
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