INTERFARMA promove encontro com novo diretor da CONITEC

INTERFARMA promove encontro com novo diretor da CONITEC

O novo diretor da CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao SUS), Artur Felipe Siqueira de Brito, esteve nesta terça-feira à tarde, dia 18, na sede da INTERFARMA para falar sobre o início de sua gestão. Diante de 70 associados, Artur esclareceu estar aberto ao diálogo com a indústria, com a classe médica e com associações de pacientes em busca de melhores soluções para o Sistema Único de Saúde.

“As coisas precisam acontecer. É preciso haver um fluxo claro, transparente e eficiente, independentemente de quem estiver à frente do processo”, disse Artur. Os medicamentos para doenças raras e as novas terapias contra o câncer, especialmente nos casos de tumores menos frequentes, estiveram em destaque nas quase duas horas de debate com os associados.

“Precisamos buscar as melhores evidências científicas disponíveis. Nesses casos de doenças menos frequentes, especificamente, podemos estudar readequações de processos e coletar mais informações para avaliar o medicamento por meio do monitoramento pós-incorporação”, disse ele. Essa possível mudança favoreceria um desfecho pró-acesso nas situações em que o prazo de 180 dias para a criação de PCDTs (Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas) não consegue ser cumprido pela comissão. “Muitas vezes, não é possível elaborar um PCDT de qualidade em 180 dias”, argumentou. 

Nas últimas semanas, desde quando assumiu a liderança da CONITEC, o novo diretor da comissão tem mantido a agenda aberta para receber representantes da indústria em Brasília, em encontros que buscam soluções para os principais entraves do setor. “Nem tudo é possível, mas com diálogo podemos estabelecer prioridades”, ponderou.

Durante o debate, o diretor Pedro Bernardo citou um recente estudo encomendado pela INTERFARMA, em que o pedido de incorporação de determinados medicamentos tem o desfecho comparado entre Brasil e países com sistemas de saúde semelhantes, como Reino Unido e Canadá. A conclusão é que as demais agências incorporam muito mais que o Brasil. Além disso, o diretor também citou um trabalho recente, feito em parceria entre INTERFARMA e QuintilesIMS sobre o acesso a medicamentos oncológicos, para demonstrar a defasagem do SUS em relação aos tratamentos mais modernos. Veja o estudo aqui. O trabalho foi entregue ao novo líder da CONITEC.

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